domingo, 24 de setembro de 2006

Singularidades


Ao longo da nossa caminhada, todos nós procuramos alguém; alguém procura por nós, e por vezes, nas raríssimas vezes em que os nossos sentidos estão alerta, como que espicaçados por um qualquer Anjo que, numa curva, encarou o nosso olhar triste e acende uma luz...dá-se o encontro...
Não de corpos, mas sim de almas, de corações, de risos, de esperança.
Nesse encontro, o pensamento sentido revela-se, lágrimas brotam sinceras, o abraço é apaixonado, as palávras desnecessárias.
É a plenitude da cruzada das nossas vidas, o espaço transforma-se num lugar mágico, onde, a cumplicidade implícita/explícita é recomeço; abstracções concretas no lugar onde a espera, dolorosa por um momento, solta as asas da imaginação, abençoada pela inocência de quem descobre o amor e se entrega ao aconchego do qual apenas conhecíamos os reflexos da sua quietude.
É o abandono dos nossos sentidos á nova identidade, deixando para tràs as raízes que nos susteram e, em devaneios, nos leva numa viagem intemporal, aos recantos da nossa existência.
Singularidades da nossa alma, ao olhar para dentro de nós, qual aguarela escondida nas sensualidades da nossa vida...

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