sábado, 29 de julho de 2017

Amor consentido

Olho para dentro de mim
que vejo eu?
Meu olhar perdido
num ver sem fim,
mar aberto
de ondas sofrido
nas mãos um deserto
sombras de jasmim...
Sinto o calor do sol
a envolver o meu corpo
dorido,
sofrido,
carente de abrigo,
mergulho num copo morto
meu lábios secos de um beijo,
desejo,
sentido...
Oiço um riso cristalino
eis ele que chega,
meu ensejo,
meu pequeno,
meu tesouro,
meu querido!
Para ele elevo um abraço demorado,
sentido,
sacudo a cabeça e sorrio
um sorriso molhado
neste abraço apertado
de um amor
consentido...